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terça-feira, 4 de outubro de 2011

O que é Coding Dojo?


O que é Coding Dojo?

Um Coding Dojo é um encontro no qual pessoas se juntam para trabalhar em um desafio de programação. O objetivo é a prática deliberada de programação como forma de melhorar habilidades pessoais e se divertir em grupo.

Premissa: o aprendizado é um processo contínuo e requer prática. Prática coletiva traz novos desafios e potencializa o aprendizado e a disseminação de conhecimento.

Características: o ambiente é colaborativo e divertido, adequado para testar novas ideias. Participantes com qualquer nível de conhecimento são bem-vindos.

Requisitos técnicos/físicos: sala com um computador e um projetor. Quadro branco ou flip-chart, post-its e comida são itens que ajudam ao longo do encontro.

O Coding Dojo é um espaço semanal na agenda para treinar boas práticas de programação, como Test-Driven Development (TDD), programação em par, código coletivo, passos de bebê, design incremental, entre outras práticas ligadas ao desenvolvimento Ágil de software.

A maioria das boas práticas do Dojo são derivadas da metodologia de desenvolvimento Ágil Extreme Programming. Mas o Dojo vai muito além quando consideramos os aspectos sociais, que envolvem convívio social, apresentação de ideias em voz alta para um público e trabalho em grupo para atingir um objetivo comum.

E o Coding Dojo Rio?

O Coding Dojo Rio iniciou seus encontros semanais em dezembro de 2008. Tudo começou em setembro daquele ano no encontro da comunidade brasileira de Python, o PyCon Brasil 2008, realizado no Rio de Janeiro.

Achei o conceito o Coding Dojo uma excelente maneira de promover boas práticas de programação na comunidade carioca. Juntei algumas pessoas, conseguimos um espaço físico e começamos.

Desde então mais de 500 desenvolvedores se cadastraram na lista de discussão associada ao evento, e, destes, boa parte participa de sessões que ocorrem em diversos locais no estado do Rio de Janeiro. Temos também pessoas de outros estados que participam do grupo, inclusive se engajando em algumas discussões. Começamos com um pequeno grupo, e hoje já atingimos boa parte do estado e até mesmo o país e o mundo.

Mas nada disso aconteceria se não fosse a sinergia da comunidade, dos que estão lá toda semana batalhando para se tornar um melhor desenvolvedor, colaborar com o conhecimento alheio, discutir e trocar informações.

Muitos eventos de tecnologia incluem um dojo em sua programação, assim como muitas pessoas, incluindo os cariocas do Dojo Rio, dão palestras introdutórias sobre o tema.

O Coding Dojo pode, a médio e longo prazo, ajudar a melhorar a qualidade do código que você escreve, consequentemente aumentando a qualidade do software produzido pelos indivíduos e empresas.

Alguns dos desafios a serem encarados:
  • programar na frente de todos
  • pensar num problema e exprimir seu entendimento através de casos de teste
  • descrever publicamente suas intenções ao escrever linhas de código
  • usar um framework de testes unitários
  • trabalhar em pares/equipe
  • resolver problemas de forma incremental

Online

Site/blog: http://dojorio.org
Grupo de discussões: http://groups.google.com/group/dojo-rio
Facebook: https://www.facebook.com/dojorio
Repositório de códigos: http://code.google.com/p/dojo-rio/

Repercussão

Listo aqui algumas coisas que me chamaram a atenção ao longo dos anos. Não conhecemos todos os efeitos decorrentes do Coding Dojo Rio.

1. Coding Dojo Piauí

Um dia estava navegando no Slideshare, quando no fim de uma apresentação cliquei nesta aqui:
http://www.slideshare.net/regispires/coding-dojo-1923746
É uma palestra introdutória sobre Coding Dojo feita no Piauí! Os slides citam meu nome, e eu nem sabia da existência deles. Muito legal ver a multiplicação dos coding dojos Brasil a fora. Não foi só em Piauí, já ouvimos histórias de outras cidades que se inspiraram na comunidade carioca para criar seus coding dojos.

2. Bangalore, Índia

O Henrique Bastos, grande impulsionador da comunidade de tecnologia do Rio de Janeiro, palestrante em vários cantos do Brasil e em eventos internacionais, sempre divulga o Coding Dojo Rio como uma das partes fortes da comunidade carioca.
Em 30 de setembro de 2010 ele falou na lista de emails do Dojo Rio:

“Hj acordei com a notícia simplesmente EMOCIONANTE: Estão começando um Dojo em Bangalore na India *diretamente* inspirado nas dinâmicas do Dojorio e no Small Acts Manifesto.”
Henrique Bastos
http://svaksha.com/post/2010/weekly-python-dojo-meetups-in-bangalore

3. Vídeo com famosos

Mais uma vez o Henrique Bastos por trás de um vídeo que reúne muita gente boa para falar do Coding Dojo.

Dojorio: muito além do código!
http://vimeo.com/20473572
Neste vídeo, grandes profissionais da área de tecnologia falam da importância do Coding Dojo em suas vidas e carreiras.
Você está esperando o que? Participe hoje!

4. Dojo com calouros na UFF

O pessoal de Niterói levou o dojo para os calouros, substituindo antigas formas de “trote” por um divertido contato inicial com o mundo da programação.

O Vinicius Teles, autor do primeiro livro em português sobre Extreme Programming, fez um apelo em seu blog que causou boa repercussão:
http://blog.improveit.com.br/articles/2010/05/28/apelo-parem-de-ensinar-comp-i-nas-faculdades

Ele conta um pouco da história do Coding Dojo em Niterói e discute a efetividade do Dojo como forma de transmissão de conhecimento.

Agradecimentos

Vale lembrar que o Coding Dojo Rio é uma comunidade e evento de muitas mãos. Para não cometer injustiças, prefiro não citar nomes e inevitavelmente esquecer de outros. Gostaria de agradecer a todos aqueles que contribuem, seja dedicando seu tempo, palestrando e divulgando o dojo, ou ainda o mais importante, participando semanalmente dos encontros, trocando experiências, praticando, ensinando. Vocês estão de parabéns!

Sobre o autor

Rodolfo Carvalho é graduando da Universidade Federal do Rio de Janeiro em Engenharia de Computação e Informação, iniciou e participa desde 2008 do Coding Dojo Rio, gosta de estudar e conversar sobre metodologias, algoritmos, paradigmas e linguagens de programação e línguas faladas. Estudou por um ano no Instituto Superior Técnico em Lisboa, Portugal. Atualmente desenvolve seu projeto de graduação com base no Dosvox, um software livre que permite que cegos utilizem soberanamente o computador.
Seus interesses incluem polonês, programação funcional (Lisp, Scheme, Racket), fotografia, inteligência artificial, aprendizado de máquina, neurociência, educação.

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